O IMPACTO DO VALOR DE MARCA EM NOVAS PRAÇAS

Há poucos dias inaugurou em Porto Alegre a primeira loja da Louis Vuitton na região. Para quem ainda não sabe, a LV é conhecida como uma das 5 principais marcas de luxo no globo, ou seja, nunca antes na história da capital gaúcha houve a possibilidade de uma marca com um grande impacto no mercado de alto luxo adentrar o cenário local.

 foto | Salomão Cardoso

A loja fica localizada no shopping Iguatemi Porto Alegre, e, carrega consigo muito mais do que o peso do nome da Maison francesa, ela acaba por promover um grande questionamento sobre a oportunidade que temos em atrelar o nosso valor de marca junto ao branding de uma gigante que atua há mais de um século com um segmento extremamente rico, desejado e seletivo.

Meu apontamento sobre esta movimentação é referente a perspectiva de signos que começam a salientar-se a partir de então, como por exemplo, o fato da possibilidade de marcas menores e espaços de venda pequenos, começarem a lucrar (ou pelo menos estudar a possibilidade dê) sobre um nome maior, como a LV. Além de nos permitir atentar que o até então “inacessível” mercado de luxo, está cada vez mais ciente da necessidade em comunicar-se diretamente com nichos, identificando maior potencialidade de venda e novas formas de assegurar que o consumidor seja fiel a uma das marcas mais desejadas do mundo.

Eu & Fernando Campana sentados numa das obras dos Irmãos Campana

Tive ainda o privilégio de conhecer e conversar sobre muitas histórias, incluindo falarmos sobre a Ponte Vecchio, com Fernando Campana (um dos responsáveis pelo design das lojas da marca no mundo todo) durante o lançamento e a inauguração da loja. Apaixonado por design como sou, conhecê-lo foi muito especial para mim. 

GERAÇÃO Z E AS RELAÇÕES AFETIVAS

Tenho estudado e observado em minhas pesquisas de processos geracionais focadas em Geração Z, quais as maneiras e formas que esta geração procura se relacionar com o mundo.

Diferente dos Millenials, os jovens da Geração Z tendem a se interessar por relacionamentos sérios, não conseguindo se imaginar chegando a velhice sós. O mais interessante é que esta característica se torna perceptível tanto na eqüidade homossexual quanto heterossexual, já carregando consigo o entendimento de que estarão com uma vida dupla conjugal (dificilmente tripla). Além disso, o teor de entendimento e de liberdade sexual trazida pelos nativos da Geração Y parece ainda ser intrigante para os estudiosos geracionais com relação aos membros da Geração Z.

Como estudioso e também integrante do linear geracional sobre Generation Z, penso que existam duas frentes muito atuantes quando falamos sobre a minha geração: os liberais, que herdaram o legado dos millenials mas aperfeiçoaram o entendimento de liberdade, oprimindo assim a libertinagem e trazendo consigo a segurança e o direito de serem quem quiser; bem como de um outro lado, jovens que buscam a tradicionalidade como característica presente no seu cotidiano, se afinando com pensamentos anti-progressistas e com lineares políticos mais severos e autoritários. É importante salientar que em nenhuma das considerações foram constatados mais ênfase pôr nascidos ainda no final dos 1990/2000, tão pouco pelos nascidos de 2000 à 2010.

O mais intrigante é que em ambos os casos a mistura de certos comportamentos e certas ideologias se apresentaram mixadas independente da cronologia geracional, variando com a realidade de cada indivíduo. Como eu comentei, existem duas frentes muito presentes dentro do arco geracional referente a relacionamentos afetivos nesta geração, o que nos cabe trazer Freud como argumento, uma vez que ele afirma como verdade a ambivalência envolvendo todos os relacionamentos próximos e íntimos para todo e qualquer ser humano.

Ainda é cedo para batermos o martelo sobre como o zeitgaist se relacionará com toda a geração, mas ambas as percepções são factíveis e notáveis. Temos uma geração em construção que tem se apresentado mais reservada e com a seriedade de mostrar ao mundo o que quer que ele veja, carregando consigo a intenção da verdade (mesmo que ela seja absoluta para si) e nem sempre apresentando o “todo” de suas vidas (atuando de modo mais reservado do que a geração anterior).

A IMPORTÂNCIA DE TERMOS REFERÊNCIAS

Desde quando comecei a produzir conteúdo escrito, procurei encontrar em meu repertório de afinidades, profissionais que representassem aquilo que tão veemente comunicavam e que de alguma forma eu me assemelhava.

Sinto como primordial termos pessoas-referencias enquanto estamos formando quem somos, pois são estes exemplos que irão nos inspirar a desenvolvermos todo o nosso caminho ao longo de nossas vidas. Foi assim, que eu me dei conta do quão grato eu precisava ser com quem muito havia me inspirado e colaborado para chegar até aqui.

No entanto, eu nunca apresentei alguns dos principais jornalistas que tanto admiro. Me dei por conta enquanto eu lia um artigo no FFW sobre Phillipi Picardi, atual editor da Teen Vogue USA e o melhor editor de todos os tempos, que eu precisava apresentar para o mundo aqueles que são meus referenciais:

VIVIAN WHITEMAN 

Pra mim, sem sombra de dúvidas, ela é a melhor crítica de moda da atualidade. Vivian é pontual, acessível, fala com clareza e, o principal: aproxima qualquer cenário para a vida real de quem consome informação.

Um dia, quando eu “crescer” enquanto profissional, quero ser como ela. Quero ser ainda mais destemido para continuar dialogando com o mundo de maneira inteligente, porém, crítica e feroz.

Vivian é editora de moda da Elle Brasil, para saber mais sobre ela e todo o seu universo, acompanhem @vivianwhiteman e @ellebrasil

SYLVAIN JUSTUM

Ele é fresh, é acessível, é jovem e faz da principal editoria de moda masculina do Brasil, GQ BR, muito além de um guia de estilo. A revista é um encontro de amigos,  uma personificação do amanhã com o agora… E é exatamente isto que o Sylvain tanto representa pra mim: atemporalidade.

Saibam mais das suas percepções de moda e comportamento nos perfis @sylvainjustum e @sylvainjustum_gqbr

MADE IN BRAZIL

Quando eu ganhei a primeira edição da Made In Brazil, jamais imaginaria que Juliano Corbertta seria tão importante para a minha caminhada profissional. Comecei entendendo mais da sua história quando trabalhei com uma prima dele, que ao me contar muito orgulhosa de todo o legado que o primo havia percorrido entre Brasil-USA, ficou muito claro que empreender não é uma tarefa simples.

Juliano fez e faz do corpo um veículo político, capaz de evidenciar em uma vitrine fotográfica muito além de apenas “um belo registro” publicado em sua revista. Ele mostra ao mundo que comportamento está atrelado a inteligência, e que só aproveitam as oportunidades quem realmente sabe reconhecer o poder/valor de uma marca.

Para saberem mais sobre o Juliano, acompanhem-no em @madeinbrazil

PAOLA DEODORO

Ela é minha conterrânea, mas talvez não saiba o tanto que eu a admire. Ela é negra e mulher, num país que embora laico e diverso, ainda oprime a mulher, ignora o negro e têm uma distinção sócio-cultural com quem está fora do eixo RJ-SP. Por isso, Paola enquanto editora de beleza da Cosmopolitan Brasil (NOVA), é sem sombra de dúvidas um tapa na cara de muitos preconceituosos desse nosso país.

Já tendo passado por outras grandes editorias, como Glamour Brasil, Bazaar BR e Grupo RBS, miss Deodoro é sem sombra de dúvidas um digno arauto de esperança para qualquer profissional do mundo editorial.

Se você ainda não acompanha a Paola, siga-a através do @paoladeodoro

MANUELA BAREM

Para mim, ela faz de um veículo hiper fun, uma gigantesca plataforma de crítica política e social: Manu Barem é editora-chefe do BuzzFeed Brasil.

Eu sonho de verdade em um dia trabalhar com ela, porque deve ser uma grande escola estar vinculado a um veículo cuja capitã é alguém que entende e percebe todas as necessidades do mundo, todas as suas mazelas, e ainda aproveita gaps para descontrair de modo lúdico com o consumidor, sem perder a seriedade do assunto. Manu, cá entre nós, me contrata vai?! Ou me chama para gente tomar um café. Eu adoro o BuzzFeed Brasil.

Saibam mais sobre a Manu Barem através do @manubarem

CAMILA YAHN

Ela é realmente o motivo pelo qual eu adoro o FFW e todas as suas críticas e posicionamentos de moda. Camila é sempre pontual e muito inteligente, o que nos faz sentir como se estivéssemos conversando com ela… E conversar com quem é inteligente é outro nível de qualquer conversa.

Além do fato dela ser mãe e muito “pé no chão”. Isso para quem lê e gosta de estudar o comportamento, faz toda a diferença. Obrigado Camila!

Ficou curioso né? Acompanhem a Camila no @camilayahn e no @ffw

EDUARDO VIVEIROS

Nunca entendi muito bem como algumas figuras no Brasil se “imortalizaram” como gurus da moda. No entanto, não é difícil de perceber que quem tem um Eduardo Viveiros, tem é muita coisa!

Edu é inteligente e muito sofisticado, ao ponto de cada crítica feita em suas redes sociais ou pelo site Chic, me fazerem ficar antenadíssimo para saber questionar e entender o que essa fera tem a nos dizer. Acredito também que o Edu pertença a uma safra de editores que ainda não vemos com tanta frequência, mas que faz toda a diferença quando o mundo precisa pedir socorro porque está na hora de cair na realidade.

Saibam mais sobre o Eduardo Viveiros através do @eduardoviveiros ou no @sitechic


Vocês já conheciam e também se espelhavam nesses gigantes da 
comunicação comportamental brasileira? Conta para mim!

VALOR DE MARCA

Com as aulas que tenho dado e com a procura pelo workshop de Marketing Pessoal sendo cada vez mais intensa, sinto que precisamos falar ainda mais sobre aspectos importantes voltados à performance de marca pessoal. Afinal, uma coisa precisa ficar clara antes de qualquer coisa: todos nós somos uma marca; e todos nós deixamos marcas por onde passamos.

Quando questionado sobre como melhorar ou reposicionar uma marca, o que procuro levantar como entendimento mútuo entre eu e o cliente/parceiro, é qual a força de impacto que ele percebe a partir da sua história com a “marca específica”? Isso, levando em conta tudo o que já foi construído (mesmo que isso represente uma ideia) até então. Além de gerar o questionamento de quais características ele percebe como estimulantes e diferenciais no negócio? E como o público percebe esse impacto? Quais as reações recebidas até então e quais as pretendidas até o momento.

Conforme todas estas respostas, sugiro um novo modelo reflexivo de atuação a partir de 4 pilares que aprendi com alguns estudiosos que afirmam serem fundamentais para constituírem o que chamamos de VALOR DE MARCA. Esses pilares são:

A partir dessas formas de construção de imagem-de-marca, conseguimos mensurar o planejamento de atuação e as novas formas de aplicação dentro da praça e do mercado inserido. Os resultados, para serem bem efetivos, só irão acontecer de fato se a conjugação da atuação for planejada de maneira estratégica.

Se você se interessou por esse material e quer saber mais, 
entre em contato a partir do e-mail mrva.brand@gmail.com