COLABORADORISMO: A NOVA MOEDA DE ENGAJAMENTO!

Animated Editorial | Kelsey Heinrichs

Para entendermos sobre a cultura da colaboração, termo compreendido pela Geração Z, apresento nesse artigo um esclarecimento sobre a forma de consumo relacionada à compreensão de colaboração empreendida e/ou consumida por esses jovens da Gen Z.

Nascidos na segunda metade dos anos 1990, os jovens integrantes da Geração Z
cresceram com o avanço dos meios digitais, com a popularização das redes sociais e com a evolução das plataformas de mídia como fonte de consumo da informação. Divididos entre “eu” e “nós”, a geração que tem balançado o mercado por querer cada vez mais consumir marcas que falem com propósito na hora de produzir, creem numa sociedade melhor de forma mais integrada, preservando valores como singularidade, sustentabilidade, religiosidade, crescimento profissional e posicionamento. Quando apontados como “eu”, esses jovens tornam-se compradores impulsionados pelas mídias digitais, desejando interagir com momentos virais e que os inspirem. Já quando apontados como “nós”, esses jovens querem que as marcas cultivem a empatia em todos os aspectos do seu negócio (chamando esse processo de “humanização”), já que esse perfil de consumidor almeja a conexão entre pessoas, criando ainda mais relacionamentos, desenvolvendo experiências além do mundo digital: no off-line, com eventos e ações que possam fazê-los participar do envolvimento com a marca.

APOSTANDO NO PODER DA COLABORAÇÃO PARA O PROGRESSO COLETIVO, OS JOVENS DA GERAÇÃO Z ACREDITAM NA CULTURA DO COLABORADORISMO QUANDO O ASSUNTO É COMPRA.

Para entender como o mercado nacional e internacional está atentando a estes
consumidores ativos e significativos que integram a Gen Z, as marcas precisarão
apostar cada vez mais na cultura do colaboradorismo com o cliente final, tornando-o parte do processo criativo ou ainda, expondo como é feito a sua linha de produção, para que faça sentido ao seu público alvo na hora dele investir tempo, dinheiro e engajamento.

No Brasil, marcas como a Colcci, que em 2019 desenvolveu um projeto de co-criação das suas estamparias autorais com o consumidor chamado “eu que fiz”, permitiu um envolvimento no processo criativo de camisetas, gerando movimentação nas redes sociais e engajamento em ações e eventos na loja, atraindo clientes dessa geração que tanto almejam participar do processo criativo na hora de comprar qualquer produto, uma vez que primam pela personalização e singularidade.

Atentos a assuntos como causas sociais, preservação ambiental, identidade de gênero, dificuldades políticas e econômicas, os jovens da Geração Z apoiam artistas iniciantes, marcas pequenas, médias ou de grande porte, sendo elas de luxo ou não, desde que falem com propósito, querendo consumir produtos nos quais eles acreditam e não precisando ter que evitar marcas das quais eles desconfiem. Essa geração espera que os líderes empresariais preencham o vazio das áreas onde os governos têm perdido a credibilidade, por isso se questionam constantemente se ações promovidas por marcas fazem mesmo a diferença, colocando a prova se tal produto é uma real necessidade ou não.

No mercado internacional collabs e ativações com grandes influenciadores produzidas como fórmula de atração já não é mais nenhuma novidade, no entanto, cada vez mais a palavra “influenciador” parece estar em desuso para esse perfil de consumidor quando o tema colaboradorismo compara relevância com eficácia, traduzindo o que seria custo em investimento. E é por isso que essa geração vem movimentando tanto o mercado atualmente, pois compreendem que ações coletivas ou de impacto social, podem alcançar melhores resultados na hora de apresentar soluções.

Jaden Smith, filho do cantor e ator norte-americano Will Smith, criou e desenvolveu uma marca sustentável de água mineral chamada Just Water, que neste ano começou a ser comercializada no Brasil. O jovem empresário é também cantor, ator e filantropo, usando da sua influência digital para criar iniciativas que promovam um impacto social e ambiental. A sua marca de água mineral é um case interessante sobre propósito de consumo: a água é extraída da bacia hidrográfica Glen Falls, tendo sua embalagem produzida com papel extraído de madeira de replantio, plástico criado a partir da cana-de-açúcar colhida no Brasil e design acessível para o consumo.

Consumir cada vez mais parece ter propósito, e essa é a geração que acredita em propósitos.

DIREITOS AUTORAIS DE IMAGENS
animação em gif kelsey heinrichs
foto colcci jaqueline lisboa 
foto jaden smith reprodução/acqua eco friendly

E AGORA, PARA AONDE IREMOS?

Em tempos de quarentena, muito tem sido questionado para aonde o mundo irá se direcionar, como ele irá se re-significar, como estaremos após todo o caos da pandemia ter passado? Essa é uma resposta que ninguém, com plena clareza e total certeza, tem.

Se estamos sem grandes respostas que possam nos iluminar diante dessa situação tão obscura, como poderemos enxergar o futuro? Uma das principais análises é a interpretação do presente, tendo ela como principal fonte segura de informação e percepção, para então, termos condições de clarear qualquer pensamento futuro.

Dentro dessa linha de raciocínio, tenho pensado em meu recluso momento de quarentena, no quanto a vida das pessoas tende a ser alterada nos próximos instantes. Formas de ensinar adequaram-se a um mundo de possibilidades digitais, home-offices foram ofertados e permitidos para atividades antes não pensadas, relacionamentos estão sendo forçados a conviveram digitalmente e a distância, a forma de consumir tudo e todos parece estar se reinventando no agora.

Há quem diga que o capitalismo está passando por um novo momento. Outros, pensam que é o momento de revalidação da mídia, da ciência, da saúde e das políticas públicas. Entre tantas possibilidades, algumas percepções podem nos fazer refletir sobre o comportamento futuro:

Entendo que os jovens das geração millenial e da geração Z pertençam a um grupo que já estava em programação de “reinvenção” do que conheceríamos como “mundo futuro”.

Muito embora os 30- (ou menores de trinta anos) representem uma parcela significativa do mercado de trabalho, sejam grandes percentuais de consumo (em diversos mercados), tenham conquistado grande presença política, efetivando a necessidade da religião e de aspectos sociais para um todo, esperar que a percepção de jovens enclausurados em suas casas seja diferente de um longo período de férias, neste momento é exigir demais para uma juventude que não viveu tempos de mudanças expressivas num mundo complicado e apoteótico como foi a Segunda Grande Guerra Mundial.

Uma mudança necessita de mais tempo para ser exercida, pelo menos é o que a história apresentou até agora.

Com o grupo conhecido como 40+ (a partir de quarenta anos em diante, envolvidos em grande parte pela geração X), existe uma situação ainda mais delicada para o momento atual: possuir uma farta dificuldade em compreender que precisamos de mudanças urgentes na forma como tratamos o planeta.

Essa urgência tem sido refletida tanto nos dias atuais, que os empresários nos mais distintos setores têm se preocupado com o seu futuro, uma vez que ousam desejar voltar à vida e a rotina que viviam no ano anterior, em 2019, sem entender que o mundo precisa de mais atenção (durante e pós pandemia)

Estar em trânsito de mudança parece ser o trajeto que temos percorrido, mas novamente reforço que nenhuma grande transformação coletiva acontece em tão pouco tempo de análise e percepção. Para isso, necessita haver um longo período de estudo de caso (para que tenhamos mais informações consistentes dessa análise).

Acredito ainda, que para os 60+ (com sessenta anos em diante, também conhecidos como “baby boomers”) estejam vivendo o temido “limite restrito da liberdade de ir e vir“, terror tão enfatizado e comentado por seus pais que viveram as dificuldades de um mundo em guerra e em reconstrução.

O medo dessa geração que tanto gosta de consumir para a família, já que basicamente acredita em “família, casa e sacies econômica”, seja o pavor de perder o seu direito de ir e vir. Infelizmente, por estarem nesse momento em grande destaque de grupo de risco, necessitam ficar em isolamento. Talvez as mudanças nesse grupo que demora tanto a aceitar a palavra mudança, sejam um pouco mais vivas do que se estivessem livres para transitar aonde bem entendessem.

O fato é que sem análises comportamentais não conseguiremos ter respostas sobre a forma de consumir e de buscar conhecimento num futuro breve. Para isso, nos cabe aguardar e continuarmos seguindo as orientações de segurança pública da OMS. 

VALOR DE MARCA: A FORÇA DO IMPACTO

Quantas vezes você já quis algo mas pensou que não poderia ter ou acessar porque era caro demais? Quantas vezes você deixou de ir visitar ou até mesmo acessar algo ou alguém porque julgou ser inferior a você?

Todas as vezes em que alguém me questiona como aumentar o seu valor percebido (seja um empresário, um estagiário ou até mesmo um estudante) eu sempre penso que o ponto discutido é o valor do impacto.

Impacto é uma palavrinha que representa tanto e ao mesmo tempo se traduz em tão pouco: colidir. Colidir por sua vez, correlaciona-se com atravessar, debater, tocar, sentir, permitir e fazer. Tudo o que o ser humano do hoje precisa realizar para se manter intacto em tempos de competitividade massiva.

Se pensarmos que a força de interação é pautada pelo impacto que ela criará nas pessoas que a consumirem, conseguiremos compreender que o impacto vai muito além das percepções simples, ele é e faz parte de quem somos.

Impactar alguém para desenvolver uma identificação necessita entender antes de tudo a correlação com alguns aspectos:

Para considerarmos valor percebido, precisamos atribuir qualidade naquilo que será consumido. Sem o critério particular do consumidor sobre o que é qualificável ou não, dificulta a precisão da entrega do que desejamos apresentar. Logo, uma das premissas para determinar qualidade é a determinação do público para quem desejamos apresentar. Entendendo à quem queremos alcançar teremos como finalidade o ponto de qualidade para ser entregue.

Atrelado a qualidade (e aos próximos dois tópicos a baixo), o critério de “disponibilidade” se torna paupável quando percebemos de que nada adiantaria ter algo desejável se ele não estiver disponível. O mercado de alto luxo concentra muito a ideologia do seletivo quanto a disponibilidade da inacessibilidade, tanto quanto o mercado popular incentiva o oposto. Ambos reforçam o poder da fala quando desejamos algo para representar quem somos.

A comunicação é a força de toda e qualquer voz. Tudo, em todos os tempos da história do universo, sempre teve voz (fosse ela falada, escrita, exercida ou desenhada). Portanto, a comunicação perpetua características de envolvimento, perfumada ao valor atribuído para que este seja reconhecido através de sua apresentação, que nada mais é do que a forma como é comunicado.

Quando percebemos que para caracterizar valor percebido necessita-se compreender a efetividade do atrelamento ao bem de consumo (seja ele qual for), enxergamos o poder da escolha do consumidor final, levando-o a aceitar ou não o envolvimento aplicado até então, o que caracteriza a ação como “preço determinante“. Esse ato, além de estar vinculado com os 3 tópicos acima (qualidade, disponibilidade e comunicação), é o ponto de partida para assegurar o retorno pós aquisição, uma vez que é o preço quem determinará se valeu ou não a pena adquirir. Portanto, preço é a percepção final engajada no envoltório que compreende o produto ou serviço.


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COMO TRABALHAR A MINHA IMAGEM PESSOAL EM TEMPOS DE CRISE?

Você já pensou que o mundo só acredita naquilo que mostramos para ele? Ficou curioso para entender como movimentar a sua imagem em tempos de crise?

A palavra “CRISE” é oriunda do latim e significa momento de mudança súbita, o que nos permite pensar no quanto precisamos estar aptos para movimentar tudo aquilo que construímos até o presente momento.

Partindo dessa lógica, compreendemos que uma imagem não deve e nem poderia ser imutável, pois nós nos modificamos a todo momento (ainda mais em 2020, onde o consumo de informação e a geração de conteúdo são intensas e exacerbadas). Por isso, precisamos estar atentos ao que acontece ao nosso redor o tempo inteiro, pois é a partir dessas movimentações que poderemos antecipar os nossos posicionamentos.

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Existe uma premissa muito poderosa para o marketing em geral que, eu particularmente, gosto de trazê-la para o conceito do marketing pessoal: toda verdade só se torna verdadeira depois de muitas vezes repetida.

Esse conceito para os momentos de crise precisa servir de gatilho ao nos permitir pensarmos em novos projetos, ativações, interações e conexões em períodos de plena ou semi “escuridão”. Dessa forma, contar uma história necessita antes de tudo entender para quem estamos falando, pois caso contrário seremos mais um peixe dentro do oceano. O grande detalhe, neste caso é a sua reação. Por isso, lembre-se: você não pode deixar de falar. Quando decidimos nos posicionar, indagamos atitudes para que o mundo lembre quem somos. Quando decidimos o oposto, da mesma maneira. Esse pensamos nos faz compreender que até o silêncio representa uma fala; E é exatamente por isso que você precisa continuar querendo contar a sua história.

Nos tempos de hoje quanto mais pessoas impactarmos melhor, o que não define se são uma, ou dez, ou mil, ou até mesmo mais de um milhão. O impacto começa majoritariamente consigo mesmo e lembre também: o mundo só lembra daquilo que mostramos para ele.

Portanto, em tempos de crise, mostrar a nossa melhor face (seja ela uma solução, um posicionamento, uma indagação, um projeto) é sempre como o mundo nos enxergará. Se optarmos por fazer o oposto, saiba que o mesmo acontecerá: ele nos enxergará da mesma maneira também.

Agora, a escolha é com você: como irá contar a sua história percebendo oportunidade em se movimentar perante a crise?

#EmTemposDeQuarentena

Novo projeto focado em entreter e compartilhar informação de qualidade durante o período de quarentena através de lives no intagram (@itbrboy)!

Com a intenção em compartilhar conteúdo de qualidade, criei um projeto para o período de quarentena, voltando às minhas raízes jornalísticas pois realizo em forma de conversa-entrevista com convidados especialistas em áreas distintas (saúde, cultura, bem estar, moda, comportamento, música, direito…) para falarmos sobre temas e assuntos específicos.

A periodicidade do programa tem acontecido de 2 em 2 dias através do meu instagram (@itbrboy) e tem reunido uma quantidade de pessoas engajadas e interessadas em debater, discutir e consumir informação fora da bolha do eixo corona vírus, permitindo uma conexão maior e um interino networking entre os participantes.

Se você se interessou, não deixa de conferir os programas. Em breve todos estarão   no meu IGTV, para que futuramente possamos sempre assistir e re-assistirmos todas as trocas.