Valsa de Superação

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“Como o tempo é engraçado. Ele é engraçado porque passa com uma agilidade inacreditável, reconstituí corações feridos e auxilia na organização de mentes aflitas. Ele sabe exatamente como conduzir o seu par durante uma valsa, onde ou você cai e não levanta mais, ou você supera e continua dançando. Em tropeços, admito, as coisas foram completamente complicadas por aqui, no meu coração. Mas olha que engraçado, hoje essas coisas parecem mais leves do que antes, menos sofridas provavelmente. Sinto muito a sua falta, assim como sinto falta daquilo que nunca tive. Porém, começo a agradecer a todo instante ao meu Deus, seja lá qual for o seu, porque aprendi a confiar em mim mesma. Aprendi também a não julgar momentos, assim como procuro não julgar você, porque o tempo me fez confiar na sua sensatez, e por isso aprendi a ouvir mais as palavras e agir quando for o momento certo.
Dizem que o ser humano só consegue se sentir seguro para dar os seus primeiros passos quando deixa de levar em conta o ambiente em que estava habituado a viver. De maneira sofrida, lenta e dolorosa, eu me dispus a me livrar de tudo aquilo que não contribuía para a minha felicidade. E isso incluiu você e o nosso sentimento.
Acho que finalmente comecei a me enxergar, a perceber cada detalhe daquilo que sempre esteve ao meu lado. Comecei então, de maneira pausada, a dançar lentamente comigo mesma. Uma valsa não serve apenas para apresentar-lhe ao novo momento, mas também para despedir-se daquilo que já não pode continuar com você. E eu definitivamente aceitei dançar só, amando a mim mesma.”

Eva Strass, 23 de outubro de 1994

 

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