Maledita Persistência!

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“(…) O ser humano quando se entrega de corpo e alma, ele tem uma (in)feliz persistência: a bendita paixão. Essa paixão é transcorrida de corpo, alma, mente e sentimento. Nada nem ninguém é capaz de interferir nessa sintonia universal. O problema dos bons princípios é que você não faz ao outro aquilo que não gostaria que fizessem com você (mesmo que já tenham feito). Isso é o que no momento corrói, nos contorce por dentro e por fora. Nos deixa inclusive sem fome, sem vontade de querer ver o sol. Essa paixão de cunho carnal possuí um único e consciente sentimento: elevação. A gente gosta de se sentir completo, de se sentir agregado, “ajuntado” e muito amado. A gente gosta, é humano isso. O problema é quando o respeito não existe, e aí meu amigo, relação nenhuma se mantém em pé.  Aquela ideia de que cara perfeito existe é a maior bobagem já contada em toda a humanidade. Mesmo que um dia você saia atrás da mulher tipo perfeita, ela não vai lhe escolher, justamente por estar atrás do cara tipo perfeito. E isso, só o tempo nos ensina.
O bom do tempo é que ele cura, sara, nos fortalece. Com ele a gente até consegue se levantar da cama, trocar de roupa e inclusive voltar a se amar. Sim, porque no meio de toda essa situação, tudo o que a gente menos faz (e não admite) é se amar. A partir daí meu caro, com amor próprio e vontade de viver, nada nem ninguém será capaz de lhe botar para baixo. Nem mesmo a bendita criatura que tanto lhe fez de palhaço, porque convenhamos, nós nem falta sentimos, saudade muito menos, e o que dirá da nostalgia, porque tudo que de repente passa na sua mente por míseros segundos, é tudo questão de momento. Exatamente isso, mo-men-to. E momentos vêm e vão, vão e voltam. O universo conspira com a física, com a ciência e com a sua lei divina: ação e reação. Nada pode nos prejudicar se no bem continuarmos a andar.
Chega de continuar se machucando, se perguntando e vivendo em caraminholas por momentos vividos à tanto tempo. Agora é um novo dia, um novo rumo, a new time! A maledita persistência só persiste se você permitir. Com ela, ou sem ela, você só aprende. O lance do dia-a-dia é você conspirar ao seu favor, sem passar por cima de ninguém, nem mesmo dos seus sentimentos. Você precisa é se permitir, e no caso, se libertar. Feito isso, sentido isso de coração, o caminho é livre de escolhas. E querem saber? Eu a tempos escolhi a minha, e isso não mais incluía ninguém além de mim.
Peguei os meus sentimentos, aquelas caras viradas, os olhares tristes e todas as vezes em que chorei e sofri, e os guardei no aprendizado. A partir disso, comecei um novo parágrafo na minha vida.”

matheus rocca vecchio almeida

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