Porque escolher uma profissão é tão Difícil?

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A gente entra no Ensino Médio e logo em seguida um caminhão gigantesco de informações sobre o bendito vestibular é despejado em nós. Se isso é ruim, eu sinceramente não sei, porque sempre fui meio decidido nessa questão profissional, então quanto mais informações eu adquirisse melhor para mim, certo? E isso deveria ser com todo mundo. Mas infelizmente não é bem assim.

Ter que saber o que nós vamos cursar para dar o primeiro grande ponta pé em nossas vidas, é algo definitivamente assustador. Conto nos dedos jovens que entrarem comigo no Ensino Médio decididos do que cursar na faculdade e que não tenham alterado o curso ou entrando em colapso íntimo (e as vezes familiar) por ficar indeciso sobre o que cursar.

Isso, deve ser uma coisa natural da adolescência, porque somos inconstantes e vivemos numa era completamente digital, ou seja, quanto mais informação adquirimos, mais queremos ser, e quanto mais queremos ser, mas almejamos ter. É a “lei natural” do sistema capitalista.

Porém, o fato é que nem todas as escolas estão preparadas para formar cidadãos capacitados para adentrar um mercado de trabalho colossal. Independente da área que você escolha, eu tenho escutado muito que conseguir trabalho não é o problema. Seja aqui no Brasil ou em Xangai, a lei da oferta é praticamente a mesma, o que diferencia é a busca, o interesse e claro, a capacitação de cada um. E esse é justamente o ponto: CAPACITAÇÃO. Será que as escolas brasileiras tem preparado bem os seus alunos para enfrentarem o mundo lá fora? Ou o bicho de sete cabeças que é tão falado, vulgo vestibular, é a prioridade delas?

Convenhamos que entrar na faculdade é o objetivo de todos nós. Mas como formador de opinião, acho que me formar na escola é bem mais do que isso. É conseguir com mérito ter condições de ser um bom cidadão. Aí, percebam que já entramos num outro critério: o sistema de ensino. O Brasil, particularmente, apresenta um sistema retrógrado de avaliação dos seus alunos. Vejam que quem tem uma afinidade superior com a arte, é obrigado a engolir goela a baixo física, e sem muito compreender como é a dinâmica real da matéria, precisamos “decorar” a teoria para conseguirmos passar de ano. Esse, é só um exemplo do quanto ainda estamos muito atrás na formação de cidadãos. Países como a Itália, que possuem na sua grade curricular uma seleção de disciplinas por afinidade de cada aluno, preparando-os desde o ensino médio com uma avaliação rigorosa e atenta a cada um, já compreenderam que os seus alunos são feitos para o mundo. O mesmo é seguido na Coréia do Sul, nos USA, nos Tigres Asiáticos e certamente em outros países, onde a mesma lógica de capacitação para se construir um bom profissional desde o ensino médio, é fundamental para se criar um bom cidadão.

Talvez a diferença desses países com o Brasil seja na valorização de cada um, e não no acúmulo de conteúdos que passado o vestibular a gente sabe que mal vamos lembrar.

Matheus Rocca Vecchio Almeida

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