O que achei do Filme Podecrer

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Minha mãe sempre me diz que volta e meia eu devo assistir um filmezinho para refletir, porque geralmente eu volto com as ideias mais reflexionadas. E cá entre nós, ela tem toda razão!!!

Assistir a encantadora adolescência dos anos 80, retratada no belo filme “Podecrer!”, me fez querer de alguma forma poder voltar no tempo e curtir cada adolescência em cada década, aproveitando cada segundo dessa fase em cada fase. Faz sentido? Não faz né, mas ser adolescente parece que nunca faz sentido também.

Eu amo o cinema nacional, e aqui não falo só das comédias (que em seleto grupo, são realmente boas), mas falo dos dramas escritos, dirigidos e muito bem filmados em terras tupiniquins. Adoro o cinema europeu, principalmente o francês e o alemão. Porém, ultimamente tudo o que tem sido feito no Brasil tem me instigado mais. E se tratando sobre o tema adolescênciade verdade, a gente parece descobrir mais que ela realmente é uma fase única, mágica, completa ao ponto de ser grandiosamente incompleta, se deparando com pequenas situações do cotidiano. Quem de nós não sofre? Não se ilude, ri de montão, almeja o mundo e continua sempre com os pés no ar? Quer dizer, às vezes não é bem assim, e de uma hora para outra somos obrigados a colocar os pés no chão. Junto a todo esse turbilhão de hormônios, o colégio parece se tornar um inferno com a chegada do vestibular, a vida não liberta em família, o trabalho assalariado em alguns casos, as várias drogas (ilícitas ou não), o sexo e a tão misteriosa primeira vez. Tem gente que gosta de viver os 3 principais anos dessa fase na escola como se fossem um prolongado verão o ano inteiro, seguindo a sequência de amores roubados, festas all time, relax sempre que pode e mais um completo desligamento dos assuntos mundo afora. Tem gente que é sem noção full time também. 

Há fases que eu ainda não experimentei, mas tudo que foi retratado no filme naquele tempo, parece que ainda continua vivo e igualzinho nos dias de hoje. Ser adolescente, de uma forma ou de outra é tudo igual. Pode parecer papo de tia, mas a gente só muda de endereço, porque todos nós vivemos e sentimos o mesmo linear afetivo em proporções um tanto desiguais. Maluco isso né? Mas certeiro ao ponto de confirmar que todos nós somos assim. 

“Nas ondas da praia, nas ondas do mar, quero ser feliz, quero me afogar. (…)” BANDEIRA, Manuel

Sobre a trilha sonora, meu pai do céu, é completamente gostosa. Eu não sei vocês, mas já faz um certo tempo que eu me desprendi de todo e qualquer rótulo musical. Gosto é de música boa, seja ela como for. 

E em relação a atuação, posso assegurar-lhes sob o meu ponto de vista, que Gregório Duvivier, Maria Flor, Edu Azevedo, Fernandinha Paes Leme, Marcelo Adnet, Silvio Guidane e todo o restante do elenco estão de parabéns. Só li elogios com a crítica, e posso afirmar com a minha, que foi uma baita atuação em cima de uma trama simples e cotidiana, mas gostosa ao ponto de não nos desprendermos da história nem um segundinho.

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