Porque Vik Muniz é Vik Muniz!

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Eu me lembro de estar entrando no Ensino Médio quando comecei a ter noções um pouco maiores do que de fato era História da Arte. Nesse meio tempo, me recordo do meu gosto pela arte ir se refinando, e foi nesse momento que a minha paixão pela arte contemporânea começou a nascer.

Vik Muniz, todos sabem, é uma das principais referências brasileiras nesse conceito de “Arte Moderna”. Aos que não o conhecem, o artista é brasileiro e tem renome internacional, já tendo exposto na Europa e nos USA com grande aceitação da crítica especializada. Ou seja, o cara é mestre.

Quando eu soube que a exposição dele chegaria a Porto Alegre, eu lamentei muito não poder ir na visita guiada (vida de universitário é complicado) por ele. Meio atrasado, meio empolgado, fui nesta semana finalmente conferir a trajetória desse artista que me conquistou, conquistou as novelas e o conquistou o mundo com as suas obras!

O TAMANHO DO MUNDO DE VIK MUNIZ

Foto oriunda do Ipod, relevem.

Tudo bem que cada um de nós tenha o seu mundo, o universo que queira construir no seu entorno. A gente tem esse direito de criar, de se inspirar e de principalmente, viver. É tudo muito poético se formos enxergar com olhos de um artista. Mas Vik Muniz é muito mais do que isso. Ele é um crítico social, e faz tão jus a sua arte, que explicita nos sentimentos de fraqueza do homem a sua crítica a desigualdade social.

Com uma exposição do tamanho do mundo (dele, claro), pela primeira vez Porto Alegre recebe um acervo das principais obras do autor e outras não tão conhecidas, mas vistas praticamente em primeira-mão. Um privilégio, diga-se de passagem.

DownloadsEssas foram as minhas peças favoritas, mas há muito o que se instigar.

Para quem é turista (seja gringo ou não), duvido não sair no mínimo curioso quanto a postura do artista. Eu saí do Santander Cultural (espaço onde ocorre a exposição) com um “UFA!” no peito. Sensação instigada pelas peças expostas e a postura que elas tinham quanto ao que gostariam de dizer. Percebi que enquanto eu ia descendo as escadarias do museu para ir embora, aos poucos ia voltando à mim.

Sei que aproveitei cada segundo da arte transparecida por ele, mas gostaria de ter sentido mais. Experimentado mais o momento talvez, porque de fato existe muito para se refletir enquanto cidadão quando nos deparamos com matéria bruta, prima ou até mesmo, reciclada. A energia é uma, e cada um acaba a sentindo de uma maneira.

Vale a visita e vale retornar mais vezes. A exposição fica em Porto Alegre até o dia 10 de agosto e a entrada é franca, viu?! Então não há desculpas para não ir. Aliás, no segundo andar o SC estava abrigando uma exposição de Daniel Escobar, mas pela hora eu não pude conferi-la. Em outro momento faço questão de voltar, aproveitar mais o Vik e prestigiar o Daniel. Arte é o tipo de aquisição que ninguém consegue te mensurar quanto ela vale e nem o quanto tu conseguiu adquirir dela.

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