Será Carlos Bacchi o novo Rui Spohr?

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Dizem que o preto provém do branco e o branco provém do preto. Com suas devidas particularidades, a elegância parece ser o ponto em comum entre dois (dos meus favoritos) estilistas do Rio Grande do Sul.

Se até a década de 1980 Rui Spohr foi o maior nome, da ainda presente naquela época, Alta Costura Brasileira, hoje o querido mestre gaúcho que estudou moda em Paris nos mesmos anos em que Lagerfeld também cursava, representa uma parte importantíssima na história da moda brasileira.

Com um olhar muito poético, um gosto moderno para os anos em que dominou o mercado gaúcho, Rui (como gosto de chamá-lo) é um típico avô que todo apaixonado por modas gostaria de ter. Mesmo mais experimente e principalmente mais vivido, os anos que se passaram em sua carreira foram fundamentais para colocar o estado do Rio Grande do Sul na rota fashion do Brasil.

Mas, se até o dinheiro trocou de mão, o mundo girou demais. Rui atualmente planeja novidades para a sua marca que ainda está em funcionamento. Não posso revelar detalhes, posso apenas confirmar que vem coisa boa por aí.

E é exatamente no agora, visto no presente, que um estilista também do Rio Grande do Sul, muito mais novo que o saudoso e pioneiro estilista Rui Spohr, tem conquistado o meu coração.

Carlos Bacchi carrega uma legião de fãs por toda a serra gaúcha. Ele faz um prêt-à-porter inacreditável. Super ecológico e muito bem estudado, seus bordados são os principais destaques da marca que carrega o seu nome.

Hoje, Carlos é uma das principais apostas do mercado para representar e também recolar o Rio Grande do Sul na rota fashion brasileira. Capacidade ele tem de sobra!

Não gosto de fazer comparações, e seria até prepotência minha comparar dois gênios da moda gaúcha, portanto, tudo isso que eu estou expressando por aqui, é adoração por ambos artistas que se sofisticaram estudando fora do Brasil, mas que carregam em seu DNA a etiqueta brasileira.

O Brasil precisa conhecer quem é Carlos Bacchi, assim como o Brasil também precisa voltar a acreditar em Rui Spohr, porque a arte nunca morre. O que morre são os conceitos e conceitos são sempre mutáveis.

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