Assumindo o FUNK no meu Brasil

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Desde que Valesca Popozuda deixou de ser vista como alguém de baixo calão e deixou de encarar as letras “sujas” como parte do seu comportamento, a mídia nacional parece ter aberto as portas para o Funk na vida da família brasileira.

8 em cada 10 jovens sabem alguma música na ponta da língua e gostam de extravasar na balada ao som desse estilo musical.

Com alguns novos ídolos encarando a cena brasileira dentro deste cenário, começamos a aceitar Ludmilla (ex Mc Beyoncé), Naldo (ex MC Naldo), Mr. Catra, Mc Guimê entre outras figuras, como fundamentais para representar o “novo Brasil” que parece estar se encaminhando para um novo formato social.

Particularmente, adoro ser brasileiro. Vejo no funk a mistura da periferia com o desejo de pertencer a uma classe mais rica. E isso tudo se resulta em moda.

Dos mais clássicos até os mais desinibidos, o funk parece ser a escolha certa para alavancar um novo sinônimo de pop neste país continental.  Tenho observado como reflexo do estilo de rappers internacionais tem sido inspiração para os cantores brasileiros, principalmente na postura como vestem as suas roupas e encarnam verdades em suas letras.

Se Moda é expressão, então o que vemos atualmente é um novo posicionamento da sociedade brasileira começando a aceitar que nem todos são iguais, que o pobre não é sujo e que o rico é tão gente como a gente. Foi-se o tempo em que utilizávamos banheiros distintos por pertencermos a classes sociais diferentes. Hoje, felizmente, aceitamos na novela um beijo homossexual; aceitamos um deficiente praticar tanto ou mais esportes do que uma pessoa aparentemente normal; aceitamos que a mulher pode ser tão “homem” quanto um homem.

A juventude atual parece preocupar-se mais ao que vem sendo construído no mundo ocidental atualmente. Isso me dá vontade de querer continuar no Brasil.

O funk nunca foi deselegante ou muito menos de baixo nível. Ele se propagou nas periferias, mas traz em suas raízes a mistura e o gingado do soul com o blues, e inspira muitas verdades à serem cantadas. Vejo ainda o funk como um reflexo dos novos tempos, quase como uma nova medida de aceitação, pois estamos no caminho de aceitar que o próximo também erra, também se descuida, mas também acerta e também é gente como eu.

Por isso, eu assumo gostar de funk, assumo ser brasileiro e assumo querer um Brasil melhor! Eu assumo.

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