Visual Merchandising: O que é? E como faço para vir a ser?

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Já faz algum tempo em que tenho prestado serviços como Visual Merchandising para algumas lojas aqui de Porto Alegre. Por isso, antes de contar como isso tudo aconteceu, acho melhor explicar o que é a função e como você pode vir a se tornar um.

ADENTRANDO O UNIVERSO DOS VMs

Para quem estuda moda ou arquitetura, a função pode parecer um pouco manjada se pensarmos que é apenas cuidar do visual de uma loja. Quem também pensa que trabalhar com Marketing não tem nada a ver com a função, parece não compreender muito bem as ligações de mercado-consumidor. Sem uma definição concreta, engana-se quem limita o Visual Merchandising apenas com a tarefa de Vitrinista, pois o VM (visual merchandising) é também responsável pela vitrine de algum espaço, mas ainda é quem vai responder e acordar com o conceito da marca e dos produtos ante a sua disposição em espaço físico. Em primeira instância pode parecer simples, mas acreditem, necessita de muita energia e atenção, pois convencer um consumidor a adentrar uma loja é uma tarefa muito complicada nos dias de hoje, já que todos nós consumimos a mesma informação, temos acesso a vários conteúdos e ofertas (cujas quais muitas vezes nem precisamos sair de casa) e ainda vivemos um momento sócio-econômico onde o menos $$$ é mais sempre!

Para ser um profissional que atue neste ramo é necessário possuir conhecimentos e estudos de design de interiores, de moda, de comportamento, de marketing, de arquitetura e de tudo o que contempla o universo da marca a qual você está trabalhando. É necessário antes de tudo saber comunicar, mas não com palavras ditas, mas sim com emoções. Precisa saber emocionar, atenapder, vender e conquistar quem está do outro lado da vitrine ou mesmo do lado de fora do espaço comercial.

COMPRANDO UMA EXPERIÊNCIA E NÃO APENAS UM PRODUTO

Há ainda quem não se deu conta disso no mercado atual, quando falamos em lucros e vendas. Quando pensamos em adquirir qualquer produto, almejamos uma história em cima de toda e qualquer experiência vivida com ele. A árdua tarefa do profissional que tem como objetivo atrair o consumidor, conquistar a sua atenção e o convencer a investir o seu tempo e dinheiro, é mais do que apenas decorar uma sala, prestar atenção ao cheiro do ambiente, a música, ou mesmo, na disposição dos manequins.

Como consumidor, custo a querer entrar numa loja e gastar os meus suados vinténs. Gosto de consumir informação, de perceber referências, de encontrar adequações quanto a atração das cartelas de cores dispostas no local. Sou chato e cricri na hora de investir. Preso pela qualidade, e não apenas do produto, mas da fidelização da marca e daqueles que dela a representam.

MAS E MATHEUS, ENTÃO QUER DIZER QUE É DIFÍCIL MAS QUE QUALQUER PROFISSIONAL PODE VIR A SE TORNAR UM VM?

Sim e não. Sim, pelo motivo de o mercado brasileiro estar investindo muito nesse setor (lá fora nem se fala, pois mesmo com a crise financeira em várias setores, os gringos já sabem há tempos que vender é uma arte e para isso necessita-se de experiência para chegar até a venda). E não, pois necessita-se ter um olhar agussado do nicho que está sendo trabalhado (seja moda, gastronomia, tecnologia…).

Particularmente, tenho observado que várias empresas tem buscado investir em seus vendedores numa forma de progredir a ascensão dos seus trabalhadores e também do serviço visto em loja, uma vez que nada melhor do que a experiência do dia a dia para saber como agir com o mercado. Acontece, que existem vários cursos de capacitação e de complementação educacional para a função. E por incrível que pareça, marcas grandes possuem dentro de si profissionais acomodados e nada estudados no assunto. Tudo bem que o feeling conta bastante, mas nos dias atuais não podemos mais contar apenas com bom senso e leitura de revista do segmento. A gente precisa de formação, o mercado exije isso da gente aqui e lá fora. Por isso, eu aconselho a começaram a construir uma caminhada profissional nesse sentido, anexando aos seus CVs vários cursos e experiências que os proporcionem o merecimento de exercer a função.

ÓTIMO, MAS ONDE PODEREI ESTUDAR MATHEUS?

Aqui no Rio Grande do Sul existem alguns cursos itinerantes, como o que eu fiz pelo Studio V (projeto italiano de Vania Marques, que teve 2 módulos e contou com uma super experiência de mercado, já que ela possui passagens por marcas como McQueen, Valentino, Dolce&Gabbana e outros showrooms) em 2013. Sei que ainda tem o da Unissinos, que eu pretendo fazer ainda este ano, e que só recebi boas referências até agora.

Depois, todo e qualquer curso que acrescente para o seu crescimento profissional é válido, principalmente se estiver dentro dos pilares conceituais da empresa. Todo conhecimento sempre agrega, mas está em você saber manejalo de modo favorável ao seu cotidiano profissional.

Sobre as minhas vitrines e espaços montados até agora, isso eu não posso mostrar pois preciso de autorização das marcas com quem já trabalhei, mas posso assegurar que graças ao trabalho realizado com o site esse convite começou a surgir e o interesse aumentou ainda mais, principalmente quando me vi obrigado a estudar sobre o assunto.

No ano passado me formei em Consultoria de Imagem pela Ecole Supérieure de Relooking, adentrei no ensino de Marketing na Fadergs e ganhei um prêmio voltado ao mesmo segmento. Tudo isso graças ao interesse e o desenvolvimento do meu trabalho com o site ao longo desses 3 anos de vida. Como comecei tudo na internet, sair do on-line e ir para o off-line pode parecer loucura para quem me acompanha atrás da tela de algum computador… Mas cá entre nós, é genial ter essa oportunidade de trabalho.

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