Geração Z, Fast Fashion e Comunicar: Tudo junto e misturado!

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Falar sobre a geração Z é quase que me auto descrever, pois pertenço inevitavelmente a esta geração. Ajudo a construir dia a dia o que entendemos da comunicação atual não apenas por ter um espaço meu na internet, mas por já ter nascido num momento social mundial onde comunicar significa muito mais do que levar informação, uma vez que o consumo é muitas vezes maior do que a demanda. O que quero dizer é que esse consumo excessivo parece estar deixando levemente exausto um público infinitamente grande, onde a informação antes entregue de maneira abusiva parece estar limitando-se a informar com qualidade e não com assiduídade. Vale repensar sobre isso, já que não são todos os veículos e nem todas as plataformas que já se deram conta disso, mas o fato de grandes formadores de opinião estarem migrande para outras mídias, informando os seus conteúdos de modo mais contido mas não menos presente, faz com que essa ideia se construa ainda mais. O mesmo serve para se refletir quanto as publicações impressas.

Agora se tratando de roupa, as fast fashions presentes no Brasil parecem estar cada vez mais atentas ao que a globalização tem informado a cada instante. Lógico que depois da internet ficou tudo mais fácil, mas mesmo assim, nem todas as marcas investem em tecnologia. E é por isso que eu falo com grande felicidade das Lojas Renner, a maior varejista de moda presente no país.

RENNER OUTONO-INVERNO 2015

Reconheço que sou um pouco bairrista com coisas do meu país e do meu estado em especial. Mas cá entre nós, a Renner é uma das melhores no seu segmento, pois depois de um longo processo de adaptação ao mercado, de estudo, de crédito em moda e de se conscientizarem com o produto, hoje encontramos aquela informação exagerada, que eu comentei antes, captada de uma forma mais precisa e extremamente comercial. Hoje, percebemos tendência e acreditamos que a peça comprada lá irá sim nos ser útil daqui a 4 coleções, porque entre todas as tendências (de cores, tecidos e lançamentos), há ainda uma personalidade consumível, e é ela quem define o caminho do consumidor com o seu próprio estilo.

Vi nesse coleção peças muito legais, mas mais do que isso, vi investimento de comunicação informativa ao consumidor. Esse é o segundo evento que a marca me convida a participar e eu amei ter ido, pois lá eu pude experenciar um modelo de óculos totalmente contemporâneo, onde a visão era em 360º, para que assim pudéssemos conhecer todo o brainstorm de cada um dos 5 elementos principais subdivididos nesta coleção. Pensem em ter acesso as músicas que influenciaram a marca durante o desenvolvimento das peças, pensem nos estilos que foram encontrados para a construção de cada identidade de gênero das subdivisões, além de vídeos especiais contando a história de cada tema. Feita a experiência era hora de ir conhecer as peças e de tentar perceber toda a conexão de criação com o produto final.

Look usado no lançamento da coleção de Outono-Inverno da marca.

INVESTINDO EM BONS PRODUTOS

Trabalhando como Consultor de Imagem geralmente recebo alguns e-mails onde seguem algumas dúvidas de locais para se comprarem roupas boas (com corte legal, preço justo e com estilo) em Porto Alegre. Geralmente eles não imaginam que comprar em uma loja de departamento possa vir a ser um grande trunfo e uma boa esperança de investimento sem investir tanto dinheiro assim.

Nessa coleção vi bastante estampas legais, com preços variando entre R$39,00 a R$79,00 em camisetas; camisas por volta dos R$90,00 e jaquetas ótimas (aqui entenda acabamento bacana, cores atuais e modelos variados) por R$199,00 na sua maioria. Vi aquela febre de chapéus franceses por lá também, tanto neutro quanto estampado. Ah, e se existe uma coisa ótima para se comprar nesses lugares são roupas íntimas, pois geralmente as fast fashions investem numa disponibilidade de marcas e preços muito variados e todos acessíveis a vocês, para não ter erro na hora da busca.

Jaqueta de couro ecológico que ganhei da marca, por R$199,00.

RESULTADO DESSA MISCELÂNEA DE PENSAMENTOS

Saí da loja convicto de que ela sabe atender muitíssimo bem todos os estudantes que em geral são mais “duros” financeiramente, passando pelo ascendente profissionalmente (aqueles que já são independentes mas que estão crescendo na profissão), atendendo aos fashionistas, aos executivos e claro, a galera mais cool que não curte tanto um povo mais coxinha. Isso tudo que acabo de falar é exatamente um dos reflexos da minha geração: sede de pertencimento, onde ao mesmo tempo nós não queremos pertencer a lugar algum.

Se faz sentido? Talvez eu não tenha a resposta, talvez os argumentos usados aqui sejam todos parecidos aos argumentos já ditos pela geração dos meus pais, mas uma coisa a gente não pode negar: fast fashion é bom, bonito e em muitos casos, barato. Portanto, continuemos “fast” no sentido de agilidade com os pensamentos, “fashion” na forma democrática de elaborarmos quaisquer pensamentos, porém, “atentos” ao que está em nosso entorno. Ta na hora de começarmos a consumir menos mas com mais qualidade. 

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