O Dia em que Conheci Barbara Migliori da Vogue Brasil

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Inicialmente o título desse post deveria ser “Palestra O Diabo Veste Mesmo Prada?“, pois foi através disso que fui convidado pela loja Tufi Duek de Porto Alegre a conhecer a sua nova coleção e em paralelo ouvir os dizeres de Barbara Migliori, diretora de moda da Vogue Brasil, aka uma grande inspiração para a mim.

SONHANDO COM A VOGUE

Lembro muito bem dos tempos de Ensino Médio quando eu odiava estudar bilogia e física para passar na escola, onde tudo o que me consolava era a tão almejada vida de universitário e o futuro que a partir dali eu sonhava tanto em iniciar: trabalhar na Vogue.

Em 2014 eu iniciei o curso de jornalismo vislumbrado em algum dia poder trabalhar numa grande revista de moda. Adoro o trabalho que a ELLE faz no mundo todo, que a Marie Claire desenvolve, acho sofisticadíssimo o conceito da L’Officel e também da Harper’s Bazaar, mas nunca, nunquinha mesmo, eu escondi o meu fascínio pela Vogue.

Eis que como tudo na vida da gente acaba seguindo os melhores caminhos para os nossos futuros, eu acabei saindo do Jornalismo, me formando em Consultoria de Imagem e iniciando os estudos de Marketing (área na qual eu me identifico absolutamente). Sei que pertenço a geração Z, aqueles que já nasceram conectados com as mídias digitais, respiram as redes sociais e fazem absolutamente tudo ao mesmo tempo. Diferente um pouco da maioria dos jovens com quem eu convivia ao longo dos anos de colégio, eu sempre fui muito decidido. Sabia desde bem novinho que queria representar o Brasil de alguma forma, então optei em ser Diplomata. Quando me dei conta de que não seria enviado para Milano, Paris, Londres ou Shangai, eu desisti com medo de uma bomba cair na minha cabeça ao estar em Omã, por exemplo. Já com o site eu percebi que poderia representar o meu país sim, mas de outra maneira. Hoje sei que existem milhares de formas de sermos nós mesmos, representantes da nossa nação e unindo identidade com paixão pelo que fazemos. Esse é o ponto principal que eu daria para a Bárbara: identidade.

O QUE APRENDI COM BÁRBARA MIGLIORI
(dicas mais bárbaras impossível)

No dia da palestra ficou claro para os presentes a sintonia que tive com a nova diretora de moda da Vogue Brasil. Além de ser um fãzoca dela, eu admiro a equipe por um todo, principalmente por conseguirem levar o nome do Brasil para o patamar das 6 Vogues mais importantes do mundo (e para quem entende do assunto, sabe que é um posto muitíssimo alto e desejado, já que a revista é a maior influenciadora de opinião dentro do seu segmento de moda no mundo).

Bárbara dividiu a sua trajetória desde o início como estagiária-faz-tudo até os dias atuais, onde mais precisamente um grupo de convidados aguardavam ansiosos para saberem os bastidores da revista. Confesso que isso me cativou muito, pois pouco a pouco tenho conseguido aprender e conhecer muitas pessoas as quais admiro muitíssimo mas que provavelmente sem o empenho com o site, tão cedo eu não conheceria. Sou grato a esta plataforma, antes de tudo. Bem, voltando a Bárbara, ela esclareceu algumas dúvidas bem legais como as verdadeiras correrias de uma semana de moda internacional, o quão glamuroso não é cobrir uma Fashion Week durante o inverno no hemisfério, o quanto ir sozinho muitas vezes é a solução para se realizar uma cobertura de algum evento (já que nem toda a equipe muitas vezes pode se locomover por inteiro), entre tantas outras facetas que quem está fora geralmente não faz ideia de como funciona.

Entre muitos dos pareceres ouvidos, um em especial, eu achei muito bacana em dividir com vocês: Bárbara confessou que o tão sonhado “guarda-roupa vogueano” na verdade é uma sala pequena com algumas araras onde são colocadas peças escolhidas para shootings e ensaios da revista, e não absurdamente imenso como mostra no maravilhoso filme O Diabo Veste Prada.

IMG_7454Hoje eu Visto Jaqueta Renner, Camiseta Renner, Cinto Renner, Clutch Equus, Calça Lanvin e Sapatos Hermés.

Ok, talvez você esteja lendo até aqui e pensando: “Legal Matheus, deve ter sido demais conversar com a Bárbara e saber os bastidores da revista, mas o que ela de fato te ensinou?“.

Bárbara me ensinou a nunca desistir de um sonho e sempre, mas sempre mesmo, ir atrás dos meus objetivos. Formada em arquitetura, com um feeling nato em comportamento, Bárbara soube traduzir moda como política, comportamento, ciência e claro, estilo. Ela salientou a importância em se aprender por baixo e a nunca desistir dos seus objetivos. Ela aprendeu muito em como se deve realizar determinadas tarefas para um dia saber dizer como elas devem ser feitas. Com isso, aprendi que não deveria desistir de nenhum sonho meu, e mais do que isso, a continuar insistindo naquilo que amo e sei fazer, indepentende das adversidades, porque vocês sabem, elas sempre irão existir.

Querida Bárbara, um muito obrigado ta?! Eu realmente voltei a acreditar em antigos sonhos e começo desde já a não mais esquecê-los.

fotos acervo e Conrado Freitag

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