E o Destino?

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Sugiro ouvir a música atentamente para entender melhor o que quero dizer.

O DESTINO? A GENTE NÃO SABE BEM ONDE ELE FOI PARAR!

Tenho escutado bastante que faço parte da chamada “geração milenium”, que não pertenço a muitos estereótipos e que ao mesmo tempo me redefino surpreendendo aqueles que de fora julgam saber quem eu sou.

Venho me questionando onde é o meu lugar nesse mundo. Sei que tenho apenas 19 anos e que não conheço um terço do que a mãe natureza proporcionou de beleza para o planeta Terra. Isso, de certa forma, me angustia muito, quer dizer, já me angustiou muito. Hoje, isto me incomoda pouco se comparado a crise dos 17.

Venho percebendo que essa cede de querer conquistar o mundo parece nunca desaparecer, pois com ela vem a nostalgia dos fins de tarde regados a um pôr-do-sol alaranjado na capital gaúcha, onde o verde espalhado por cada esquina se mistura com o cheiro dos lugares que frequento, com a minha família querida e com todos aqueles que fazem parte da minha vida aqui em Porto Alegre. Começo então a me perguntar do porque querer me desvencilhar do lugar aonde estou? Do porque ter a necessidade em criar asas e insistir em voar? Seria errado nunca morar em outro lugar? Seria errado não ver nada de errado em levar um vida diferente do esperado? Seriam tantos “serás” que eu já canso só em pensar. Talvez faça parte da chamada “síndrome do crescimento”, talvez esse seja apenas eu.

AÍ VEM OS POUCOS SABERES E OS MUITOS DIZERES

Sei que quero conquistar o mundo, quero ser alguém, quero crescer e viver tanto ao ponto de nunca parar de sonhar. Não queria sofrer, mas sou ansioso. Não queria me desesperar, mas o tempo insiste em seguir o seu percurso natural. Não queria brigar, mas as vezes entro em conflito e percebo que sou tão humano quanto qualquer um. Sei também que nunca saberei o meu destino, nunca serei um super herói e talvez nunca vá a lua. Mas eu quero muito encontrar respostas onde ainda não consigo enxergar.

Essa questão do destino da gente parece tão absurda de ser pensada como “razão para dar o start no ínicio da vida”, que quem vive os 40 também se questiona quando fecha um ciclo vivido por muito tempo. A gente costuma usar a desculpa de que estamos “começando a viver”, mas no fundo todo nós sabemos que começar muitas vezes vem do reequilíbrio do recomeço e, perceber isso faz uma diferença danada na vida daqueles que como eu também sofrem por antecipação.

RESUMINDO

Eu não faço ideia de como serei daqui a 6 meses, onde estarei daqui a 1 ano e se algum dia darei a volta ao mundo. Sei que o Matheus de hoje é um reflexo do Matheus do ontem, mais atento ao que pôde ser alterado, mais reflexivo ao que fui mudado, mas apto a transformar-se de novo para o amanhã.

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