Os 20 e os nossos múltiplos amores

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Ta certo que eu ainda não cheguei na casa dos 20, mas já me sinto mais pra lá do que com 19 anos. Isso tem muito haver com o que Jout Jout fala nesse vídeo aqui e o que Caio Braz explica neste texto aqui. Eu sempre me senti mais velho do que deveria ser, nunca achei isso algo feio ou estranho, apenas compreendi com o passar dos anos que eu era assim.

PRIMEIRO AMOR É ONDE TUDO COMEÇA

Aos 16 anos amei pela primeira vez. Já tinha me apaixonado antes, mas coisa pequena perto do sentimento que senti. Nunca antes na vida eu havia me arrepiado com um beijo, sentido um cheiro e de olhos fechados tive a certeza de que mesmo não estando presente comigo naquele momento, ali ele também estava presente. Sentia borboletas quando sonhava, via ou falava com aquele que roubou o meu coração. Esse amor durou um tempo, na verdade um bom tempo, para ser bem sincero. Ele durou 4 meses felizes e 2 anos de sofrimento. Hoje entendo que superada a frustração de um primeiro amor falido, eu me tornei um homem mais decidido do que eu queria para mim e para a minha vida. Alguns amigos me chamam de “O Senhor Exigência”, outros apenas concordam que também deveriam ser assim. Para mim, eu sou apenas objetivo com aquilo que quero e é aí que entram os múltiplos amores dos 20.

OS MÚLTIPLOS AMORES DOS 20

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A gente com 20 já começa a pensar friamente em morar sozinho, em quão confortável é a casa dos pais, em como sair na quinta é realmente legal e que a sexta, o sábado e o domingo, são fundamentais para aproveitar com a sua turma e com a família. Nos damos conta de como os primeiros estágios, as imaturidades e todos os anseios vividos até aqui foram frutos de dramas já superados e de muito aprendizado para sermos quem somos no hoje. Ganhar o próprio dinheiro começa a ser uma das maiores prioridades do universo, unido à felicidade em ter tesão naquilo que gostamos de fazer. A gente pensa que sexo é mais que fundamental e que apenas “ficar” já não é mais tão legal assim, o bom mesmo é poder dividir a conta num restaurante, dormir agarradinho, ir ao cinema e ter a sua individualidade quando se quer… Ou simplesmente deixar acontecer, sem se envolver.

Apaixonar-se outra vez? Talvez, mas os 20 anos entregam-se a bons jantares, boas noitadas, bons momentos, boas viagens e boa disciplina.

DISCIPLINANDO OS OBJETIVOS: DEFININDO O AMOR DO CRESCIMENTO

Uma TV de 70 polegadas deixa de ser a sua prioridade quando você começa a optar em viver numa nova cidade longe da família tendo que pagar água, luz, aluguel e todas as outras despesas. Viajar para o exterior só se você tiver um bom fundo $$$ ou um ótimo planejamento, porque se não, você sabe, o dolár ta alto e o mercado ta em crise. A novela das 21h deixa de ser fundamental na sua vida e começa a ter papel secundário quando você precisa voltar da faculdade as 22h se quer ser alguém na vida. A acadêmia vira regra de jogo quando você decidi se cuidar e a atenção com a imagem pessoal vira tópico número 1 todas as vezes que você decidi sair do banho e se olhar no espelho.

Crescer é uma necessidade do ser humano, mas amadurecer é um ponto que infelizmente nem todos conseguem contemplar porque insistem em viver acomodadamente. Aí entra o amor próprio, os perrengues cotidianos e tudo aquilo que nos dá o famoso choque de realidade. Então começamos a disciplinar objetivos e focar em metas ainda não alcançadas.

AMANDO OUTRA VEZ

Por fim, voltamos a amar de novo o novo outra vez. Ter 20 anos é maravilhoso porque a maturidade respeita a juventude e a deseja tanto quanto a própria juventude. Amar começa a ser um sinônimo daquilo que respeitamos e que admiramos, mas sem tanta euforia se comparado quando tínhamos 15 anos e éramos pegos de surpresa pelo fim da puberdade e pelo início da vida afetiva-amorosa. Agora, admiramos o tempo e amamos o fato dele ser corriqueiro e pontual. Eis aqui parte da rota que me definirá daqui a 20 anos, onde eu pretendo estar amando mais uma vez.

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