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Outro dia estava eu caminhando pelas ruas do Moinhos de Vento (bairro de Porto Alegre) quando me deparo com a Void (espécie de casa do amigo-loja-bar onde gosto muito de garimpar algumas coisas de vez em quando). Entrando no espaço encontrei uma dezena de pochetes divertidas, tendo de lagosta, barquinho de papel, limão, beijos… até as mais “tradicionais”.

pochetefoto postada no meu instagram @itbrboy

Comecei a pensar em como somos cíclicos e em como gostamos de reviver as coisas vivendo-as de uma outra maneira. Veja bem, nos anos 1990 a famosa pochete era um acessório indispensável em boa parte da sociedade, fosse ela para fins turísticos, fosse para abolir a bolsa de ombro e a carteira de mão.

Aconteceu que com o passar da década as coisas naturalmente mudaram. A coitada da pochete caiu em desuso e virou “brega” por aqueles que se julgavam gurus da moda. Eu mesmo passei a torcer o meu nariz para o acessório, afinal, não queria eu ficar parecendo um “tiozão” na rua.

O mais maluco de tudo é que mais uma década se passou e vejam só quem voltou: a abominada pochete! Sim, já fazem algumas temporadas que ela retornou presencialmente nas passarelas globais e foi direto para algumas lojas no mundo todo, chegando agora, de um jeito mais divertido (aproveitando todo esse momento hype que uma moda alternativa pode nos proporcionar) para o acesso comum de todos.

Como ser humano gostamos de mudanças, gostamos de ação, gostamos de vida. Por isso consigo compreender que a pochete é mais um exemplo de que damos vida para situações, problemas e coisas, com a mesma facilidade que a matamos e a tornamos útil novamente. A gente complica tudo e gosta de reviver situações vivendo-as de maneiras distintas, só para aprendermos mais um pouco que pouco sabíamos.

Maluca esssa conclusão, mas uma coisa é certa: a volta dos que já se foram sempre vai existir e sempre vai ser reciclada, porque criamos em cima do que já foi visto e inspirado, e nos inspiramos, inspiramos e continuamos a nos inspirar sempre. Reciclar faz bem, agora vamos reciclar os nossos sentimentos?!


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