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Desde pequenino minha mãe me ensinou a cultivar o sentimento de desapego com o universo. Lembro que nunca foi fácil pra mim, uma vez que doar um brinquedo, me desfazer de algumas roupas para ajudar o próximo, partilhar o alimento e saber lidar com partidas de pessoas especiais (a morte) não são tarefas simples para a imaturidade de uma criança.

Eis que o tempo passou, eu cresci, amadureci e compreendi que nada na vida me pertence, a não ser o meu livre arbítrio.

Outro dia caminhando encontrei com uma amiga:
– E aí Matheus! Como estão as coisas?
– Tudo ótimo garota! E contigo?
(eis que nesse momento passa por nós aquele carinha que não deu em nada, que até era bonitinho mas que preferiu ser feliz com outra pessoa)
– MATHEUS! TU VIU QUEM EU VI QUE ACABOU DE PASSAR POR ALI? (indicando onde o carinha tinha passado) QUE ORDINÁRIO! NÃO TE MERECIA MESMO.
– Calma gata! Ta tudo certo, que ele seja feliz.
– “Calma gata?” Como assim Matheus, ele te mostra ser um cara incrível, passa como teu “namorado” pra gente e daí te troca por outro? Desculpa, mas eu não tenho sangue de barata!
– Nem eu amiga! Acontece que eu entendo que as pessoas não são nossas. Não tenho posse sobre nada ou ninguém. Todo mundo é livre pra escolher o seu melhor, e te digo mais: tomara ele estar feliz, porque ele é um cara legal e merece isso.
– Ai Matheus, um dia eu ainda vou ser assim.
(logo em seguida nos despedimos e seguimos pra lados opostos)

A verdade é que não existe um certo ou errado na vida, existem escolhas que criam oportunidades em nossos universos. Eu acredito nisso, acredito no poder da escolha e na liberdade de escolhê-la. O resto? Vamos ser feliz!


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