O TEMPO E AS SUAS PONTES

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Nada na vida é tão água ou tão azeite. Tudo tem as suas dosagens e os seus momentos, inclusive o do processo de iniciar, terminar, partir e de repente, retornar.

Há tempos sublimei um amor daqueles de adolescente, onde a parte jovem da relação era eu e logo a imaturidade havia me pego com mais intensidade até então. O tempo apareceu como uma ponte que me guiou para novos horizontes, novos olhares, novos corações que despertaram em mim, mais emoções. Cada vez que eu chegava num destino novo, a ponte era queimada e o que havia passado estava morto, mantendo assim, apenas o vivo da sublimação.

O ponto em questão é que voltar é sempre diferente, pois nunca retornamos iguais a quem um dia tornamos a ser. Hoje já somos diferentes do ontem e muito provavelmente, seremos diferentes do logo mais (pra não citar o amanhã).

Quando me deparei com um terreno já conhecido, ele se apresentou a mim diferente, mas ainda assim, próximo de quem ele era. Eu, eu estava mudado, alterado, reformado e até transmutado daquele que um dia decidiu criar a ponte, passá-la e então, queimá-la.

Aprendi que quando a gente ama, amamos de verdade e vamos sempre amar, porque amor é o que nos constitui. Mas o amor muda, ele se regenera e torna-se novo outra vez.