GERAÇÃO Z E AS RELAÇÕES AFETIVAS

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Tenho estudado e observado em minhas pesquisas de processos geracionais focadas em Geração Z, quais as maneiras e formas que esta geração procura se relacionar com o mundo.

Diferente dos Millenials, os jovens da Geração Z tendem a se interessar por relacionamentos sérios, não conseguindo se imaginar chegando a velhice sós. O mais interessante é que esta característica se torna perceptível tanto na eqüidade homossexual quanto heterossexual, já carregando consigo o entendimento de que estarão com uma vida dupla conjugal (dificilmente tripla). Além disso, o teor de entendimento e de liberdade sexual trazida pelos nativos da Geração Y parece ainda ser intrigante para os estudiosos geracionais com relação aos membros da Geração Z.

Como estudioso e também integrante do linear geracional sobre Generation Z, penso que existam duas frentes muito atuantes quando falamos sobre a minha geração: os liberais, que herdaram o legado dos millenials mas aperfeiçoaram o entendimento de liberdade, oprimindo assim a libertinagem e trazendo consigo a segurança e o direito de serem quem quiser; bem como de um outro lado, jovens que buscam a tradicionalidade como característica presente no seu cotidiano, se afinando com pensamentos anti-progressistas e com lineares políticos mais severos e autoritários. É importante salientar que em nenhuma das considerações foram constatados mais ênfase pôr nascidos ainda no final dos 1990/2000, tão pouco pelos nascidos de 2000 à 2010.

O mais intrigante é que em ambos os casos a mistura de certos comportamentos e certas ideologias se apresentaram mixadas independente da cronologia geracional, variando com a realidade de cada indivíduo. Como eu comentei, existem duas frentes muito presentes dentro do arco geracional referente a relacionamentos afetivos nesta geração, o que nos cabe trazer Freud como argumento, uma vez que ele afirma como verdade a ambivalência envolvendo todos os relacionamentos próximos e íntimos para todo e qualquer ser humano.

Ainda é cedo para batermos o martelo sobre como o zeitgaist se relacionará com toda a geração, mas ambas as percepções são factíveis e notáveis. Temos uma geração em construção que tem se apresentado mais reservada e com a seriedade de mostrar ao mundo o que quer que ele veja, carregando consigo a intenção da verdade (mesmo que ela seja absoluta para si) e nem sempre apresentando o “todo” de suas vidas (atuando de modo mais reservado do que a geração anterior).

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