O QUE APRENDI SOBRE ‘ATENDIMENTO’ COM A LOUIS VUITTON

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Ainda em 2018 vivi uma experiência muito especial que acabei não compartilhando por aqui… Tive a grata felicidade em conhecer sobre o processo de atendimento empregado por uma das maiores e mais lendárias marcas de alto luxo do mundo: Louis Vuitton.

Fui recebido por Darlei ‘Dan‘ Bittercourt, o embaixador da marca na América Latina, responsável por gerar relacionamento e ampliar o branding para os clientes mais fiéis. Assim com eu, Dan também é gaúcho e está na marca há mais de 10 anos, o que o permitiu viver e inteirar-se por completo sobre todos os aspectos de “encantamento com o consumidor” que uma grande casa da moda precisa fazer para fidelizar seu consumidor.

Dan & Eu, na loja do shopping Cidade Jardim, antes de ter uma super aula em forma de reunião com o embaixador da marca na América Latina

Um dos aspectos levantados por Dan é a capacidade de seus colaboradores se sentirem embaixadores da marca dentro de suas lojas em cada cidade do mundo. Esse valor empregado na marca faz com que todos queiram falar mais de uma língua, queiram valorar ainda mais o processo e entender como/onde tal peça será usada pelo consumidor final.

Esse tipo de relação mais próxima entre cliente e marca, é uma das percepções que a Louis Vuitton tem procurado empregar a cada nova temporada, principalmente para dar visibilidade a uma geração que tem dificuldades em querer consumir o alto-luxo: Generation Z. 

Ao contrário dos Millenials, tenho estudado em minhas pesquisas o quanto a geração sucessora (da qual faço parte, inclusive), não é trabalhada por outras marcas de luxo dentro de um mercado piramidal de consumo. Esse “gap” permite com que novas empresas ganhem ainda mais espaço, resignificando o termo “luxo”, e assim, desenvolvendo novas personas para o mundo.

O diferente, aplicado pela Louis Vuitton, é o fato da marca querer contar “verdades” através de histórias… Não a toa que o novo diretor criativo do masculino na label é Virgil Abloh, cujo trabalho vem buscando representar signos fortes como futurismo (coleção inspirada no futuro/espaço), diversidade (movimento queer), e claro, collabs do street para as artes. Nada por lá já foi feito a toa ou de qualquer jeito. Isso faz muita diferença!

Por isso, ter tido a oportunidade em me inteirar um pouquinho sobre como uma marca quase bi-centenária se mantém em tamanha relevância depois de tanto e de tudo, faz com que percebamos a importância do capital humano e de como queremos ser vistos no mundo… A resposta parece clara, mesmo que para algo gigante como eles: trabalhar o endomarketing nunca fez tanto sentido, se desejamos ser vistos como os melhores fora dos domínios da empresa. 

1 Comentário

  1. Amei o post. Nos trouxe uma excelente reflexão sobre o tema “marcas de luxo” na contemporaneidade e ainda nos apresentou um pouquinho de tua experiência, que deve ter sido de fato incrível, com a Louis Vuitton. Parabéns Matheus!

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