E AGORA, PARA AONDE IREMOS?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 LinkedIn 0 Filament.io 0 Flares ×

Em tempos de quarentena, muito tem sido questionado para aonde o mundo irá se direcionar, como ele irá se re-significar, como estaremos após todo o caos da pandemia ter passado? Essa é uma resposta que ninguém, com plena clareza e total certeza, tem.

Se estamos sem grandes respostas que possam nos iluminar diante dessa situação tão obscura, como poderemos enxergar o futuro? Uma das principais análises é a interpretação do presente, tendo ela como principal fonte segura de informação e percepção, para então, termos condições de clarear qualquer pensamento futuro.

Dentro dessa linha de raciocínio, tenho pensado em meu recluso momento de quarentena, no quanto a vida das pessoas tende a ser alterada nos próximos instantes. Formas de ensinar adequaram-se a um mundo de possibilidades digitais, home-offices foram ofertados e permitidos para atividades antes não pensadas, relacionamentos estão sendo forçados a conviveram digitalmente e a distância, a forma de consumir tudo e todos parece estar se reinventando no agora.

Há quem diga que o capitalismo está passando por um novo momento. Outros, pensam que é o momento de revalidação da mídia, da ciência, da saúde e das políticas públicas. Entre tantas possibilidades, algumas percepções podem nos fazer refletir sobre o comportamento futuro:

Entendo que os jovens das geração millenial e da geração Z pertençam a um grupo que já estava em programação de “reinvenção” do que conheceríamos como “mundo futuro”.

Muito embora os 30- (ou menores de trinta anos) representem uma parcela significativa do mercado de trabalho, sejam grandes percentuais de consumo (em diversos mercados), tenham conquistado grande presença política, efetivando a necessidade da religião e de aspectos sociais para um todo, esperar que a percepção de jovens enclausurados em suas casas seja diferente de um longo período de férias, neste momento é exigir demais para uma juventude que não viveu tempos de mudanças expressivas num mundo complicado e apoteótico como foi a Segunda Grande Guerra Mundial.

Uma mudança necessita de mais tempo para ser exercida, pelo menos é o que a história apresentou até agora.

Com o grupo conhecido como 40+ (a partir de quarenta anos em diante, envolvidos em grande parte pela geração X), existe uma situação ainda mais delicada para o momento atual: possuir uma farta dificuldade em compreender que precisamos de mudanças urgentes na forma como tratamos o planeta.

Essa urgência tem sido refletida tanto nos dias atuais, que os empresários nos mais distintos setores têm se preocupado com o seu futuro, uma vez que ousam desejar voltar à vida e a rotina que viviam no ano anterior, em 2019, sem entender que o mundo precisa de mais atenção (durante e pós pandemia)

Estar em trânsito de mudança parece ser o trajeto que temos percorrido, mas novamente reforço que nenhuma grande transformação coletiva acontece em tão pouco tempo de análise e percepção. Para isso, necessita haver um longo período de estudo de caso (para que tenhamos mais informações consistentes dessa análise).

Acredito ainda, que para os 60+ (com sessenta anos em diante, também conhecidos como “baby boomers”) estejam vivendo o temido “limite restrito da liberdade de ir e vir“, terror tão enfatizado e comentado por seus pais que viveram as dificuldades de um mundo em guerra e em reconstrução.

O medo dessa geração que tanto gosta de consumir para a família, já que basicamente acredita em “família, casa e sacies econômica”, seja o pavor de perder o seu direito de ir e vir. Infelizmente, por estarem nesse momento em grande destaque de grupo de risco, necessitam ficar em isolamento. Talvez as mudanças nesse grupo que demora tanto a aceitar a palavra mudança, sejam um pouco mais vivas do que se estivessem livres para transitar aonde bem entendessem.

O fato é que sem análises comportamentais não conseguiremos ter respostas sobre a forma de consumir e de buscar conhecimento num futuro breve. Para isso, nos cabe aguardar e continuarmos seguindo as orientações de segurança pública da OMS. 

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *