CIRCUITO FASHION REVOLUTION NA UNISINOS

A convite da Unisinos fui participar no último dia 26/04 sobre o debate e troca de ideias do Circuito Fashion Revolution, projeto que há dois anos vem sendo capitaneado pela universidade e que em 2018 ganhou ainda mais visibilidade para falar sobre temas importantes do setor têxtil e mercadológico em Porto Alegre (RS).

Confira:

Para quem não sabe, o Fashion Revolution surgiu como um movimento questionador para com quem realmente produz todo o processo de uma peça de roupa, indo contra ao trabalho escravo, aos abusos do mercado, a poluição e a má utilização da matéria prima (gerando desperdício). Conhecido também como “Fashion Revolution Day“, o evento é constituído por um conselho global de líderes da indústria da moda sustentável que decidiram se unir depois do desabamento de um edifício em Bangladesh no dia 24 de abril de 2013, deixando 1.133 mortos e 2.500 feridos. Por isso, há 5 anos abril é considerado o mês oficial para chamar atenção sobre todo esse processo!

Para quem ficou interessado em saber mais informações sobre o evento, sugiro conhecerem o site oficial aqui no Brasil, clicando aqui.

Durante o debate, um dos pontos levantados na discussão por mim foi o novo modelo de escravidão que estamos vivendo e que afeta tantas pessoas quanto qualquer outro método exploratório. Inclusive, se você ainda não leu o meu artigo falando sobre essa questão, sugiro você saber mais clicando aqui.

Além disso, falamos também com todos os parceiros presentes (marcas locais de pequeno e médio porte, até, gigantes do varejo que estavam representadas no espaço) e discutimos a importância dos valores que todas essas empresas insistem em levantar bandeiras, afirmando serem transparentes e éticas no mercado.

Numa troca muito interessante, o evento foi bem pertinente e ultra interativo, mostrando que realmente precisamos de mais espaços como este para tratar temas além das nossas bolhas… Afinal, como falado lá mesmo: nossa bolha social já está “educada”, precisamos agora educar os outros algoritmos fora dela.

E você já questionou sobre o assunto?

WORKSHOP | MARKETING PESSOAL: O COMEÇO É AGORA!

Depois de passar por 2 instituições universitárias, diversas palestras em ambientes criativos e receber o mesmo feedback de estudantes universitários, finalmente o Workshop tão desejado tornou-se mais compacto e bem mais acessível!!!
Serão duas datas na capital gaúcha, confira:

MÉTODO DE APLICAÇÃO

Toda voz precisa de expressão para conseguir comunicar-se. Esse é o objetivo do Marketing Pessoal: comunicar.

• Estruturado em 3 horas, o evento contará com a troca de ideias e de relacionamento com o grupo, passando por técnicas de aprimoramento de relação, atividade prática e ampliação dos valores de mercado.

• Desenvolvido especialmente para quem está querendo entrar no mercado de trabalho, mudar a vida ou simplesmente, melhorar a performance do seu Networking.

INGRESSOS & +INFORMAÇÕES: https://goo.gl/ekzBHz

O IMPACTO POLÍTICO DA GERAÇÃO Z

Não é novidade que eu confio muito na visão que a equipe global do WGSN expressa em cada signo identificado e percebido por eles ao redor do globo. Desta maneira, eles acabaram de publicar um vídeo (ainda sem legenda, prometo conseguir e reajustar assim que tiver a versão traduzida) falando sobre o impacto político que a Geração Z apresenta e principalmente, representa, no mundo de hoje.

Há 2 anos venho falando em palestras sobre a força de impacto que a minha geração representa no mundo, em como as variáveis que ela explicita impactariam o mundo.

Neste último final de semana, nos USA, houve uma marcha com o propósito de desarmar o uso de armas de fogo pela população, justificando em como isso afeta a sociedade Norte Americana num todo (por isso a importância desse vídeo como fator de representatividade e de observância da GEN Z como um todo), conhecida como #MarchForOurLives.

Desta forma, o reflexo que cada núcleo cultural representa e significa na força de atuação destes jovens em cada cantinho do planeta, resulta no olhar verdadeiro e otimista que a geração acaba por empregar. Falamos, tacitamos e discutimos possibilidades muito certeiras: não há como deter a capacidade de aprender com quem pode muito nos ensinar (e de um jeito positivo).

ALGORÍTMOS DA VIDA REAL

Essa semana escutei uma teoria do Elon Musk no SXSW na qual ele questionava as pessoas do porquê não criarem túneis no mundo, uma vez que a gente precisa de canais de conexão. Essa teoria que o conspirava mentalmente, segundo ele, o atormentou por 5 anos… Até o dia em que ele tomou a iniciativa de começar a construir túneis, pois se não estavam fazendo o que para ele era tão claro, ele deveria começar a fazer… Afinal, toda chegada nos leva a uma nova chegada, o que é uma teoria fantástica quando percebemos que o fim não é o fim, mas sim, um novo começo.

TÚNEIS: O CANAL QUE NOS CONECTA COM O NOVO

Outro dia eu conversava com uma amiga que me questionava estar cansada da cidade onde mora, pois nada acontece como ela gostaria que acontecesse, que todos já se conheciam, que sempre o “todo” era muito mais do mesmo todos os dias. Após ouvi-la, não resisti e precisei apontar o meu ponto de vista. Na certa ela esperava uma resposta acolhedora ao invés de algo disruptivo que a fizesse perceber a importância do movimento.

Minha resposta foi a seguinte: Se a gente reclama que as coisas estão muito embrulhadas, muito próximas, sendo mais das mesmas, o momento é o agora para movimentarmos as nossas posições no mundo. Por isso, está unicamente em nós a capacidade de enrolarmos o algoritmo da vida real e sairmos da bolha que tanto insistimos em dizer ser/estar ruim.

O exemplo mais prático é: crie um novo perfil de você mesmo, fazendo algo diferente do que você estaria fazendo ou que estivesse vinculado ao seu “eu” natural. Caso surja a oportunidade de aprender, aprenda algo diferente do que você já sabe que vai lhe acrescentar. Mude os canais, procure novas fontes, vá a novos lugares, relaciona-se com o novo (e distinto), pois esse conjunto nos ajudará a sermos conduzidos à uma nova metamorfose que já é entendida no pretérito do futuro, porque ao chegarmos na nova mudança, uma outra estará sendo planejada e nos encontrará.

Logo, sejamos a mudança que tanto queremos no hoje. Que nós possamos ser os túneis que conectam o mundo aos novos mundos, o novo ao novo, nos fazendo reconhecer e nos reaprender a cada nova chegada.

Bem vindos ao início!!

A DEMOCRACIA DA HIPOCRISIA

Falar sobre corpo humano é algo que motiva incontáveis discussões desde o início dos tempos, pois nós enquanto homens temos dificuldade de aceitação do novo, e aqui você pode enquadrar o “novo” como o outro.

Quando penso na famigerada Democracia Hipócrita logo me questiono do porquê nos assustamos tanto com o corpo, nos exaltamos para falar dele ou ainda pior, para vê-lo se expressar enquanto voz. Isso não seria antidemocrático?  

É entendido e respeitado no mundo inteiro as culturas que bloqueiam as vozes exaltadas pelo corpo da mulher, seja com o véu, com a burca ou até mesmo, com o shortinho.

Em plena semana de Carnaval, a maior festa aberta do mundo, o Brasil voltou a questionar o corpo através de uma jovem representante da Geração Z, cuja conquista profissional ao longo de sua vida convidou o expectador à acompanha-la através das mídias de massa, vendo-a crescer, construir a já memorável carreira de atriz, namorar um grande herói nacional e agora, a obrigando à entrar na “ditadura da beleza” individual. O mais estranho é que em pleno país do carnaval mostrar o corpo e ainda por cima ele natural (entenda sem plásticas), tornou-se algo não entendido e tão pouco respeitado, pois a trataram como uma mulher vivida pra lá de 40 anos, como se fosse sua obrigação na casa inicial dos e poucos ter a “decência” do comportamento geracional que a geração X foi educada, querendo assim, que ela se enquadre num perfil velho de um mundo tão antigo que esqueceu o valor empático e significativo da palavra democracia.

Vivemos em uma fase delicada enquanto sociedade global, onde justamente a falta de empatia parece bloquear toda e qualquer inserção de bom senso com o próximo. Há quem duvide que as coisas possam melhorar, mas vocês sabem, podem calar a sonoridade da voz, mas o ser humano aprende a comunicar-se de outras formas. Os protestos pararam de ser apenas físicos para migrarem ainda na primavera árabe para o mundo on-line, num tempo onde não se compreendia que ambos os mundos (on-line e off-line) andariam grudados, ao ponto de conectarem-se como um só.

Se você enquanto marca não percebeu a forma questionadora que a GEN Z está querendo se expressar, você se enquadra na seletividade de informação. E ser seletivo em pleno 2018 não te faz diferenciado, te faz atrasado. A juventude do agora transita pela força de expressão, mas não de uma forma agressiva ou mesmo incisiva. Ela é responsável demais ao ponto de compreender o espaço do outro e principalmente, a importância da conexão dele com o todo (aka mundo).

Por ainda precisarmos falar sobre exposição do corpo, e não do quanto a fala dele representa, significa que ainda temos um bom trilhar de reflexões… Afinal, a hiprocrisia também pode ser democrática, você é quem pode escolher em qual posição vai querer estar.