TWITTER & A GERAÇÃO Z

Sou usuário do twitter à exatos 10 anos, tendo entrado na plataforma em setembro de 2009. Lembro que quando me cadastrei, jamais imaginaria os lugares aonde a ferramenta me permitiria ser conhecido por aquilo que eu falava/apresentava. Quando entrei no ensino médio nunca me esqueço de no primeiro dia alguns alunos ficarem chocados que eu era eu, o na época @26math (hoje @itbrboy, pode me seguir por lá inclusive!).

O tempo passou e eu comecei a reduzir o uso da ferramenta, por algum motivo que eu ainda não sei qual foi. No entanto, depois de ter ido visitar o escritório brasileiro de uma das principais redes sociais do planeta, é que eu afirmo: voltem para o Twitter, pois ela será a principal ferramenta de voz até 2020

Durante o bate-papo que tive com a equipe do passarinho azul mais famoso do mundo, entendemos que segundo os aspectos apresentados por mim e confirmado por eles, toda essa nova geração precisa e tem procurado por novos espaços de voz e de compartilhamento, uma vez que todxs querem se sentir representados.

Desde 2010 a realidade comportamental a nível mundial na qual estamos inseridos, vem se transformado em inúmeros aspectos, pois o mundo entrou numa linha mais conservadora de pensamento e com muitas pessoas cansadas de serem postas à margem. Embora seja também uma fase antagônica no sentido comportamental, ela é extremamente presente nas distintas realidades dos usuários do Twitter. O que faz muito sentido ela alarmar assuntos importantes; fazer parte historicamente de momentos como “A primavera Árabe”, entre outros; além de auxiliar empresas e governos à aproximarem-se de seus consumidores/cidadãos. 

Falamos também da forma como esse usuário tende a buscar conhecimento, tende a se informar e comunicar, como ele reclama ou elogia, e ainda, como consome lá aquilo que em algumas outras plataformas não é permitido compartilhar (tipo, conteúdo pornográfico). Isso tem colaborado bastante para que a ferramenta volte à fazer parte da rotina de seus usuários inativos, e fortaleça aqueles que nunca a abandonaram.

Para mim, a visita foi incrível em diversos sentidos: descobri que o escritório tem uma sala de ginástica/yoga; além de uma sala SPA, destinada para manicure e pedicure, e, massagem.

A DISNEY DOS ADULTOS

Ir à Disney pode ser o sonho de muitas crianças no mundo inteiro, agora visitar o Google certamente vai ser a “Disney dos Adultos” para aqueles que cresceram e foram imersos no universo digital a partir dos anos 1990.

Você já se perguntou o que faria sem o Google na sua vida? Eu mesmo nunca imaginei viver sem a maior fonte de pesquisa do universo. É simplesmente aquela máxima: não rola.

E foi assim, num desejo gigantesco de conhecer a sede brasileira de uma das maiores e principais empresas do mundo, que fui convidado para andar pelos corredores, conhecer os studios, o escritório e todos os aposentos do Google Brasil em São Paulo.

O que pude entender é que o Google, de fato, permite com que a sua equipe viva toda a empresa fulltime. De um jeito completamente entregue, os funcionários são a alma daquele negócio. Em muitos momentos descontraídos, a seriedade da equipe comercial (que é gigante) se demonstra muito presente… Explicando toda a excelência do negócio.

FATOS CURIOSOS

• O escritório tem 2 restaurantes internos de comida orgânica e pensada para que seus colaboradores não tenham problemas futuros (disseram que era muito “engordante” e para quem passa horas trabalhando sentado, não colabora né?!); além de diversos pontos “cozinhas” com muita coisa legal acontecendo por lá.

• Eles tem uma acadêmica interna, permitindo com que seus colaboradores tenham aulas lá. E isso é genial, confessa para mim?!

• Existe sim a famosa sala de jogos, mas ela não tão grande, ta?! Porém, já soube que a galera de lá pira e usa mesmo.

• E por fim, o escritório brasileiro não tem um prédio todo seu, são 2 andares inteiros e uma sala em outro andar, num prédio enorme numa das principais avenidas da capital paulista… Porém, quando você entra lá, no QG da internet e fica imerso naquele ambiente, tudo parece gigante-e-especial demais.

WGSN & EU

Há bastante tempo venho nutrindo uma admiração muito profunda por uma das empresas que melhor entende o comportamento do ser humano através da análise comportamental e de tendências, chamada WGSN.

Para quem nunca ouviu falar, a WGSN é uma empresa londrina pertencente ao grupo Ascential, com base em diversos países, entre eles o Brasil. São mais de 200 colaboradores entre jornalistas, fotógrafos, sociólogos e outros profissionais livres que colaboram e/ou fazem parte da equipe full time.

Sabe quando você é mais jovem e fica alimentando alguns sonhos? Pois é, quando eu me formei no IED em Coolhunting, foi dito pelos meus professores que eu tinha total perfil para entrar justamente na empresa em que passei a adolescência admirando. Agora, imaginem o meu imaginário sonhando em um dia pisar no escritório deles… O que foi concretizado há poucos dias, em São Paulo.

À convite de Luiz Arruda, diretor da WGSN no Brasil, tive a oportunidade em conhecer o escritório brasileiro e compartilhar perspectivas sobre a Geração Z com uma das maiores, se não a maior, empresa de tendências comportamentais e geracionais do mundo.

Entendi durante todo o nosso encontro o porque deles serem considerados os intérpretes mundiais dos avanços comportamentais: porque eles entendem de gente. Pode até parecer corriqueiro nos dias atuais falarmos sobre “humanizar as equipes”, quando na verdade, a maioria das corporações com as quais já pude estar, trabalhar ou visitar, tratam seus funcionários como um número e esperam que eles encontrem no mercado (aka mundo) a resposta para as suas atribuições.

Por isso, perceber que o WGSN na verdade busca traduzir a extração de tudo o que é comportamento, incluindo a sua equipe, me reafirmou que o mundo é grande mas pequeno, e que a gente pode sim se conectar cada vez mais!

A IMPORTÂNCIA DE TIRARMOS FÉRIAS

Fazia muito tempo que eu não me lembrava o quão bom era tirar férias.
Calculei comigo mesmo outro dia e por cima, faziam mais de 8 anos que eu de fato não entrava em sistema de férias. Foi uma semana, o tempo ideal. Mesmo que por poucos dias, mesmo que provisoriamente: Eu, Matheus, estive de férias. E sinceramente? Foi a melhor coisa que eu pude fazer por mim!

Fui para Arraial D’Ajuda com minha família materna para o casamento de meu irmão. A desculpa, na verdade, foi essa. Para quem não conhece o litoral da Bahia, sugiro fazer essa viagem assim que possível, pois sem dúvidas é um dos lugares mais lindos que há no Brasil.

Do ladinho de Trancoso e de Porto Seguro, Arraial (como gosto de chamar) é um vila turística de pescadores com energia e senso de paz por todos os lados. A natureza exuberante colabora bastante para que tenhamos essa sensação, seja porque a vista do mar é realmente tranqüilo e pacífico, seja pela recepção do verde que rodeia e invade a vista de quem ama estar em conexão com isso, seja com a possibilidade de vivenciar uma fauna e flora em tamanha perfeição.

Pensei muito no quanto me fez bem essa viagem, de como ela me colocou nesse retorno à rotina com gás total aos meus afazeres. Tenho inclusive me sentindo sem medo, mais agressivo nos meus desejos, com mais vontade sabe? Sinto que estou até mais feroz com o que eu quero para daqui pra frente. E eu compreendi o por que: eu consegui, em muito tempo, de forma natural, me (re)conectar comigo mesmo. 

Entendi que o processo de se “retirar” do contexto cotidiano é tão necessário que precisamos fazer isso não só por nós, mas pelos compromissos que aceitamos enfrentar ao longo da vida. A renovação é certamente um dos arquétipos que aprendemos com os millenials, ela é a chave para enfrentarmos todo e qualquer futuro. 

QUER UMA DICA? Chuta o balde e vai, te dá essa chance. De forma sensata, claro. Mas vai. E aproveita. Faz muito bem! 

O IMPACTO DO VALOR DE MARCA EM NOVAS PRAÇAS

Há poucos dias inaugurou em Porto Alegre a primeira loja da Louis Vuitton na região. Para quem ainda não sabe, a LV é conhecida como uma das 5 principais marcas de luxo no globo, ou seja, nunca antes na história da capital gaúcha houve a possibilidade de uma marca com um grande impacto no mercado de alto luxo adentrar o cenário local.

 foto | Salomão Cardoso

A loja fica localizada no shopping Iguatemi Porto Alegre, e, carrega consigo muito mais do que o peso do nome da Maison francesa, ela acaba por promover um grande questionamento sobre a oportunidade que temos em atrelar o nosso valor de marca junto ao branding de uma gigante que atua há mais de um século com um segmento extremamente rico, desejado e seletivo.

Meu apontamento sobre esta movimentação é referente a perspectiva de signos que começam a salientar-se a partir de então, como por exemplo, o fato da possibilidade de marcas menores e espaços de venda pequenos, começarem a lucrar (ou pelo menos estudar a possibilidade dê) sobre um nome maior, como a LV. Além de nos permitir atentar que o até então “inacessível” mercado de luxo, está cada vez mais ciente da necessidade em comunicar-se diretamente com nichos, identificando maior potencialidade de venda e novas formas de assegurar que o consumidor seja fiel a uma das marcas mais desejadas do mundo.

Eu & Fernando Campana sentados numa das obras dos Irmãos Campana

Tive ainda o privilégio de conhecer e conversar sobre muitas histórias, incluindo falarmos sobre a Ponte Vecchio, com Fernando Campana (um dos responsáveis pelo design das lojas da marca no mundo todo) durante o lançamento e a inauguração da loja. Apaixonado por design como sou, conhecê-lo foi muito especial para mim.